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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Combate ao crack e outras dogras

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Palestra sobre o Combate ao Crack e outras drogas, com o Deputado Federal Reginaldo Lopes (Presidente da Comissão Especial da Câmara dos Deputados), o Deputado Estadual Paulo Lamac, o Vereador Adriano Ventura e Entidades.












Dia 22 de Setembro de 2011.
Local: EM Isaura Santos - Rua Hofman nº80 Barreiro de Cima
Horário: 19:00 horas


Leandro Cruz

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ERRO SEM VOLTA!

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Gostaria de me desculpar com meus leitores, por um erro fatal de marcação de postagem, marquei TODOS e cliquei em deletar, quando percebi já era tarde! Foram 100 postagens perdidas.

Segundo pesquisas na internet não há como recuperar postagens excluídas, pois não há uma lixeira dentro do blogger.

Meu filho sempre diz que é besteira chorar o leite derramado.

Agora é blogger pra frente, vamos postar outros textos, paciência!

Rômulo Venades

domingo, 18 de setembro de 2011

BH: Dilma enfatizou a importância do Metrô

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BH: Dilma enfatizou a importância do Metrô

Nesta sexta-feira, no saguão da PBH, na presença de centenas de políticos e chefes de executivos de vários municípios vizinhos, a Presidenta deu enfase na importância do metrô para as cidades e anunciou a liberação de 2,13 bilhões de reais para as linhas I, II e III. Modernização no sistema da linha I e aquisição de trens).

A linha II, (Barreiro/Calafate), vai ficar com 1 bi, a linha III, Savassi Pampulha, também foi contemplada. O triste nessa história foi Betim ficar de fora. Outro fato lamentável foi o anúncio da PPP (parceria público privado). Esse recurso representa não mais que 30% de todo o investimento necessário para essas três linhas. É lamentável a retirada de Betim do projeto, pois com menos de 600 milhões, poderia resolver o caos do trânsito da 381 e diminuir o sofrimento daquele povo.

Apenas três pessoas do movimento Pró-Metrô puderam entrar na solenidade, Zezinho Lana, Leo Gabirú, ambos do Barreiro e a senhora Alda, presidenta do Sindimetro. Com o apoio dos correios, em greve, que se concentraram em frente da PBH, foi possível denunciar a manobra do Prefeito Márcio Lacerda e do Governador Anastasia, que conseguirem enfiar os empresários nas obras do Metrô. Vamos nos organizar e apoiar a luta de Betim pelo Metrô.

Já que a história do metrô na cidade foi marcada por muita roubalheira, temos que criar um conselho com a sociedade civil e os setores afins da mobilidade urbana, para fiscalizar esse dinheiro.

Abraço fraterno

Zezinho Lana
Comitê Barreiro Pró-Metrô

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MOVIMENTO PRÓ-METRÔ: REUNIÃO EM BRASÍLIA

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MOVIMENTO PRÓ-METRÔ – REUNIÃO EM BRASÍLIA 23/08/2011

O Movimento Pró Metrô reuniu-se no dia 23/08/2011 em Brasília no Ministério das Cidades, com Deputados Federais, Estaduais de Minas e Vereadores das cidades de Betim e Belo Horizonte.

Fomos recepcionados pelo Sr. Marcier Trombiere, Assessor Especial do Ministro Chefe da Assessoria de Comunicação Social, que iniciou a reunião e nos apresentou o Secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Sr. Luiz Carlos Bueno de Lima, que presidiu a reunião.

A primeira parte contou com a presença da Prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara, dos Deputados Federais Gabriel Guimarães (PT-MG), Ademir Camilo (PDT-MG), a Deputada Estadual, Maria Tereza Lara e o Deputado Estadual, Elismar Prado ambos do PT-MG, o vereador Antônio Carlos (PT-Betim) e inúmeras entidades do movimento popular que compõem o Pró Metrô.

Na segunda parte participaram também o Deputado Estadual Fred Costa (PHS-MG) presidente da Frente Parlamentar Pró Metrô/MG, o Deputado Federal Eros Biondini (PTB/MG) e o vereador Adriano Ventura (PT-BH). Pelo Governo, Afonso Carneiro Filho, diretor do Departamento de Relações Institucionais do Ministério dos Transportes.

O Movimento Pró Metrô foi a Brasília após várias semanas de preparação o que envolveu uma Assembleia Geral no dia 06 de agosto e um Ato Público, em Betim dia 22 de agosto.

Chegamos em Brasília, com cerca de 300 pessoas e nos dirigimos em passeata ao Ministério das Cidades, portando faixas e reivindicando a expansão do metrô para o Barreiro e as cidades de Contagem e Betim. Ocupamos o espaço da área de entrada do Ministério.

Registramos a presença na manifestação de uma delegação de Ribeirão das Neves.

Na primeira parte da reunião, os representantes do Movimento disseram de forma enfática a nossa posição em defesa de um metrô público e de qualidade que contribua com a solução dos problemas de tráfego das grandes cidades metropolitanas e encerre o nefasto ciclo de 30 anos de promessas e expectativas.

Na segunda fase da reunião registramos o avanço que representou uma conquista para o Movimento: o Secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana se comprometeu com a participação de uma comissão representando o Movimento Pró Metrô no Grupo de Trabalho Interministerial que abrange os Ministérios das Cidades, dos Transportes e do Planejamento, que debaterá a solução para as reivindicações de Minas na questão do metrô para a Região Metropolitana.

Os Deputados presentes também nos solicitaram que fizéssemos um ofício dirigido ao Deputado Reginaldo Lopes – PT/MG – coordenador da bancada mineira na Câmara Federal para agendarmos uma reunião e debatermos a criação de emendas coletivas alocando recursos para a solução dos problemas do metrô.

Conclamamos à todas(os) que fiquem atentos, pois o que conquistamos na reunião é somente o primeiro passo e temos que continuar alertas e mobilizados para o desdobramento de nossas lutas.


Saudações,

Coordenação do Movimento Pró Metrô.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dandara: 24 quilômetros de fé e esperança

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Amigos e Amigas,


Hoje foi um dia particularmente importante para a comunidade Dandara. Às quatro horas da manhã, cerca de 700 pessoas iniciaram uma marcha de Dandara até o Forum, para uma Audiência de Conciliação. Na audiência, além da Construtora Modelo, proprietária do imóvel e autora da Ação de Reintegração de Posse, compareceram a Defensoria Pública, professores da PUC Minas/Serviço de Assistência Judiciária, dois representantes do Ministério das Cidades e um procurador do Município de Belo Horizonte.

Há pouco mais de dois anos cerca de 800 famílias ocuparam uma área de 40 ha, no Céu Azul, em Belo Horizonte, de propriedade da Construtora Modelo. Área de há muito completamente ociosa. Sequer os impostos eram pagos pela Construtora.

O Poder Judiciário concedeu liminar de reintegração de posse em favor da construtora. O Serviço de Assistência Judiciária manejou diversos recursos que possibilitaram a permanência das famílias na área. Há, porém, temor de que o mandado de reintegração de posse seja expedido a qualquer momento.

Na semana passada, Dom Joaquim Mol, reitor da PUC, presidiu uma reunião com os donos da construtora, o vereador Adriano Ventura, o deputado Durval Ângelo, Dra Cleide Nepomuceno e os professores Fábio e Cristiano, do SAJ/PUC Minas. Naquela reunião se vislumbrou a possibilidade de celebração de um acordo.

Na audiência de hoje o Ministério das Cidades teve papel preponderante. Assegurou a existência de recursos vultosos, de vários programas e o desejo de se ver solucionada a contenda pela via pacífica. O Município de Belo Horizonte também se mostrou aberto a uma negociação. O Ministério Público foi incisivo na busca de uma saída sem traumas. As partes, por seus procuradores e pela Defensoria, se mostraram abertas à negociação.

Ficou, então, acertado que técnicos do Ministério, do MP, da construtora, de Dandara e do Município irão se reunir, nos próximos dias, para discutirem qual o melhor projeto para responder à demanda de Dandara e da Construtora. E, também, qual o melhor programa do Ministério se adequa ao projeto.

Em vinte dias, no Ministério Público, os advogados e as partes se reunirão para tentarem construir um acordo, à luz da discussão dos técnicos. E em 04 de agosto teremos nova Audiência de Conciliação. Oxalá para celebrarmos o acordo.

Após marcharem mais de 24 km e passarem boa parte da tarde em frente ao Forum, os moradores de Dandara retornaram a seus lares muito felizes.

Registre-se que, embora número tão grande de pessoas nas ruas, nenhum incidente ocorreu. Tudo transcorreu em paz.

A todos que se solidarizam com Dandara a gratidão.

Abraços

Fábio Santos
SAJ/PUC Minas.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

OP - Empreendimentos em andamento

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Reunião da COMFORÇA Barreiro - Julho 2011


Conforme informações do senhor Igor Marques, Gerente do Orçamento Participativo no Barreiro, atualmente são 10 obras em execução.

O Barreiro conta com 39 obras aprovadas no Orçamento Participativo que ainda não foram entregues à comunidade.  Sendo:

OP 2005/2006 - 5 obras
OP 2007/2008 - 6 obras
OP 2009/2010 - 11 obras
OP 201/2012 - 17 obras

Abaixo Relatório de Acompanhamento:




domingo, 17 de julho de 2011

Nota Informativa Movimento Pró Metrô

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Nota Informativa
Movimento Pró Metrô
 

            Realizamos na noite de 12/07/2011, reunião do Movimento Pró Metrô com intuito de organizarmos e preprarar Ato Público em defesa do Metrô, considerando a possibilidade do Governo Federal anunciar a curto prazo, definições sobre o projeto para Região Metropolitana.
         A reunião contou com  a presença do Dir. Presidente da TRANSBETIM, Sr. Eduardo Lucas que trouxe informações e avaliações do ritmo do processo.
         Foi consenso na reunião a necessidade de mobilizar os Movimentos Sociais, além de buscarmos apoio parlamentar, mantendo e aprimorando a relação com a  Frente-Parlamentar, em Defesa do Metrô.
         Após várias intervenções das Entidades e pessoas presentes aprovamos um Núcleo Mobilizador para dar continuidade aos trabalhos
         Estamos aguardando o retorno do Dir. Presidente da TRANSBETIM, sobre possíveis datas, para fazermos imediatamente nova reunião para organizar o Ato, provavelmente em Betim.



Belo Horizonte, 14 de Julho de 2011




Marcelo D'Agostini

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Martelando em ferro frio.

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Martelando em ferro frio.
No dia 05 de julho foi a vez de o Barreiro ser formal e oficialmente apresentado ao PPR - Planejamento Participativo Regionalizado, programa da PBH Prefeitura Municipal de Belo Horizonte que visa discutir a médio e longo prazo o desenvolvimento da cidade.

Inicialmente, aos convidados, foi oferecido pão, em seguida o circunlóquio de palavras vazias e pouco diretas sobre o que realmente se pretende com esse programa.

Um animador vestido a caráter, chapéu coco, paletó listrado e uma flor (era girassol?) na lapela conduziu o espetáculo que se julga ser o PPR. Restava a impressão que jaziam todos meio perdidos, pois se abriram os microfones para o povo dizer o que pensava do programa que seria apresentado, sendo que nada havia sido dado, mas enfim, alguns poucos se arriscaram e falaram e perguntaram o que não sabiam, era meio surreal, mas o que não o é nos últimos tempos?

Segundo consta do cronograma, o PPR visa discutir e apontar propostas de médio e longo prazo. Não se conceituou médio e longo prazo, também não há compromisso com prazos para execução de propostas apresentadas pelos territórios e os recursos “serão buscados”, também não se definiu onde, como e quando. Talvez seja recurso do PAC, mas este é um programa do Governo Federal, é bom não esquecer!

Abusou-se do verbo Planejar em sua forma no infinitivo e, como não poderia deixar de ser, sua forma substantiva: o Planejamento.

A Secretaria Municipal Adjunta de Gestão Compartilhada, criada no início de 2011, tem como objetivo mapear Belo Horizonte em 40 territórios para melhor conhecer a realidade das regiões. Dar suporte e monitoramento às instâncias participativas da cidade, como conselhos e outras formas de participação social, visando à capacitação de conselheiros. Aprimorar o Orçamento Participativo e promover a participação do cidadão na gestão municipal.

O que se percebe é que nada de novo se propõe para Belo Horizonte, além, é claro, da identificação e do mapeamento institucional de Lideranças.

Vamos por parte.

Os territórios não foram criados, pois já existiam com o nome de sub-regiões. Bairros e vilas foram realocados com o objetivo de caracterizá-los segundo suas semelhanças. Cabe ressaltar que muito pouco se avançou neste aspecto, pois cada sub-região já continha em seu cerne a realidade sócio-econômica que a caracterizava. Acredito que não há disparidade entre a regional Barreiro e as demais regionais da cidade.

O controle social em Belo Horizonte está desmotivado. Conselhos estão passando por crises e a população não tem incentivos para deixar suas casas para militar no movimento popular. O que motiva o controle social é o reconhecimento do árduo trabalho voluntário que prestam seus membros à sociedade. Lembrando que trabalho voluntário não é trabalho gratuito, pois aquele que se prontifica a participar está pagando caro quando se doa em prol de milhares de outros cidadãos que sequer sabem que ele existe socialmente. E a participação social sem o retorno do gestor público não gera bons resultados, como obras inacabadas, outras que não saem da promessa, projetos inconclusos e tudo isto temos à mão cheia, pense e continue a enumerar.

A capacitação de conselheiros é de extrema importância, mas deve ser voltada para o fim a que se propõe, sem devaneios e com intuito de tão somente apresentar os resultados obtidos pelo gestor. Deve ser voltada para a formação, o conhecimento e a definição de formas de atuação do conselheiro.

O Orçamento Participativo, gostaria de dizer “vai muito bem, obrigado”, mas a expressão não condiz com a realidade de nossas comunidades. Obras executadas sem acompanhamento adequado por parte da prefeitura têm gerado problemas estruturais em equipamentos municipais. A falta de diálogo entre o Planejamento e as Lideranças comunitárias tem desgastado a relação de Lideranças e comunidades. As reuniões da Comforça Municipal tem buscado pautar o estreitamento entre os atores envolvidos no processo, avanços estão sendo aguardados.

Propostas de aprimoramento do Orçamento Participativo foram apresentadas ao então candidato à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, em outubro de 2008, pelo embrião da Comforça Municipal http://comforcamunicipal.blogspot.com/ , postadas em janeiro de 2010. Os avanços foram muito tímidos desde então.

Ao longo da apresentação houve preocupação por parte de Lideranças em relação às obras do Orçamento Participativo que já foram conquistadas e que ainda não foram iniciadas, já que a maioria está com cronograma atrasado. Não podemos confundir propostas que serão apresentados ao PPR e obras do OP.

Ao PPR serão apresentadas propostas de obras necessárias a cada território, no entanto a PBH já tem conhecimento de tais demandas, pois são apresentadas por meio do OP (obras não aprovadas e que são necessárias às regiões) e através de Lideranças comunitárias. Vamos a alguns exemplos:

A construção do Hospital Metropolitano do Barreiro causará um impacto viário colossal em toda região, membros da CRTT já discutiram o assunto, mas a prefeitura e a BHTrans ainda não se posicionaram quanto às medidas necessárias a serem tomadas;

O trânsito na Avenida Tereza Cristina, próximo ao conjunto João Paulo II e na Rua Júlio Mesquita está insuportável, gerando congestionamentos e nenhuma medida foi adotada;

Centros de saúde estão sucateados (e não é privilégio do Barreiro) e ainda não foram apresentadas propostas concretas para construção ou reformas;

As famigeradas placas amarelas que datam do início do governo Márcio Lacerda, identificando o problema de cada território foram colocadas, mas soluções estruturais ainda não foram implantadas.;
O metrô é uma luta antiga e conhecida de todos e surgirá como demanda no Barreiro, mas ainda sem propostas ou solução;

O problema habitacional é crucial e efervescente em Belo Horizonte, haja vista a penosa luta das Comunidades Dandara, Irmã Dorothy e Camilo Torres que ainda seguem sem negociação com a prefeitura que pretende a todo custo despejar centenas de famílias;

A cultura está passando por sérios problemas em nossa cidade, principalmente os Centros Culturais cujo objetivo é descobrir, valorizar e fomentar a cultura local. Não se tem recursos, não se valorizam os agentes culturais. Oxalá não fique somente em promessas o movimento ora proposto.

O que se pretende com a suposta inovação da Gestão Compartilhada é ganhar tempo. Mas pra quê?

Sempre tive comigo que se deve valorizar o profissional responsável pela formação humana. Lembro-me de uma professora de semiótica (estudo do sistema de significação) que dizia que os sentidos não estão nas entrelinhas, mas nas linhas do texto. O que nos leva a pensar o significado do Planejamento Participativo Regionalizado e a Gestão Compartilhada dentro da nova Secretaria. O planejar BH a médio e longo prazo, a identificação de Lideranças, a territorialização da cidade, o incentivo à mobilização social trazem em seu bojo um significado mais amplo, qual seja, a permanência do status quo, já que para este ano e para o próximo não se vislumbra a realização de todas as propostas que serão apresentadas.

Acredito na redundância quando da apresentação de propostas em cada território, repito, as principais intervenções necessárias para Belo Horizonte já foram identificadas e não foram implementadas.

Temos que pensar 2012, pois se os Maias estiverem errados, em 2013 inicia-se um novo ano e com ele uma nova gestão na prefeitura de Belo Horizonte. O executivo já está se Planejando, mobilizando os eleitores e criando uma cartilha com propostas para a gestão 2013 a 2016.

Vamos ficar de olho e Planejar o melhor para Belo Horizonte!

Rômulo Venades

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Alteração de circulação nos Bairros Regina e Durval de Barros

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Alteração de circulação nos Bairros Regina e Durval de Barros

Melhorias de circulação nos Bairros Regina e Durval de Barros




A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTRANS e da Secretaria de Administração Regional Municipal Barreiro, implanta a partir desta quinta-feira, 19/5, mudanças de circulação no Bairro Regina, e no dia 26 de maio no Bairro Durval de Barros. As mudanças constam de implantação de mão única direcional em diversas vias, formando binários (cada via funcionando com mão de direção contrária), instalação de semáforos veicular e de pedestre, adequação do uso do estacionamento à nova circulação e sinalização de travessias de pedestres.

As alterações têm o objetivo de proporcionar melhores acessibilidade, segurança e fluidez veicular e segurança de pedestres, disciplinar e aumentar a oferta de estacionamento especialmente na Rua Dona Judith de Moraes e Barros e no seu entorno.

Confira as alterações da primeira etapa, nesta quinta, 19/5:

As primeiras alterações constam de implantação de mão única direcional nas seguintes vias:

- Rua Dr. Geraldo Starling Soares, entre as ruas Cel. Antônio Pereira de Matos e Antônio Simão da Costa, nesse sentido. Essa mudança vai ampliar a fluidez e segurança veicular e de pedestres na via, eliminar conflitos e minimizar problemas de estacionamento. Essa via passa a formar um binário de tráfego com a Rua Sebastião dos Santos;

- Rua Dalila, entre ruas Dr. Geraldo Starling Soares e Maria Terezinha, nesse sentido. Os benefícios trazidos com essa alteração são a eliminação de conflitos na interseção com Rua Dona Judith de Moraes e Barros e com a Rua Dr. Geraldo Starling Soares, que hoje comporta um elevado volume de tráfego.

As linhas de ônibus S33 e 3150 vão ter seus itinerários modificados.

A linha S33 fará itinerário, no sentido bairro/centro, pelas seguintes vias: Rua General Durval de Barros, Rua Wilma de Andrade, Avenida Coronel Durval de Barros, Rua Judith de Moraes e Barros, Rua Dr. Geraldo Starling Soares, Rua Antônio Simão, Rua Sebastião dos Santos, Rua Cel. Antônio Pereira de Matos e Rua Miosotis.

A linha 3150 terá o itinerário alterado no sentido centro/bairro, passando pelas seguintes vias: Rua Cel Durval de Barros, Rua Hamilton de Barros, Rua Manoel Paulino, Rua Judith de Moraes e Barros, Rua Dr. Geraldo Starling Soares, Rua Antônio Simão da Costa, Rua Sebastião dos Santos.

Mudanças da segunda etapa, dia 26/5:

- A Rua Dona Judith de Moraes e Barros, entre a Rua General Durval de Barros e a Rua Ana de Freitas, atualmente mão dupla, passa a operar em mão única direcional neste sentido. Essa mudança foi necessária para aumentar a fluidez e segurança veicular e de pedestres na via, eliminar conflitos e minimizar problemas de estacionamento dos veículos. Passa a constituir um binário de tráfego com a Rua Hamilton de Barros.

- A Rua Hamilton de Barros, entre a Rua Ana de Freitas e a Rua General Durval de Barros, atualmente mão dupla, passa a operar em mão direcional neste sentido. A Rua Hamilton de Barros, por ser uma via com boas condições físicas, foi a escolhida para comportar o tráfego que será desviado da Rua Dona Judith de Moraes e Barros em direção à Contagem. Ela passará, então, a constituir um binário de tráfego com a Rua Dona Judith de Moraes e Barros.

- A Rua General Durval de Barros, entre a Av. Cel. Durval de Barros e a Rua Dona Judith de Moraes e Barros, atualmente mão dupla, passa a operar em mão única direcional nesse sentido. A mudança no sentido de circulação na Rua General Durval de Barros foi necessária para aumentar a fluidez e segurança veicular e de pedestres na via, eliminar conflitos e minimizar problemas de estacionamento dos veículos.

- A Rua Ana de Freitas entre a Rua Dona Judith de Moraes e Barros e a Rua Hamilton de Barros, atualmente mão dupla, passa a operar em mão única direcional neste sentido. A mudança de sentido de circulação desta via foi necessária para comportar o trânsito desviado da Rua Dona Judith para a Rua Hamilton de Barros, no sentido de Contagem.

INSTALAÇÃO DE SEMÁFOROS

Semáforos serão instalados nas interseções da Av. Cel. Durval de Barros com a Rua Dona Judith de Moraes e Barros e com a Rua Hamilton de Barros. Os equipamentos vão eliminar conflitos, dar oportunidade de movimentos veiculares e propiciar um trânsito seguro para os pedestres. A mudança no sentido de circulação na Rua General Durval de Barros foi necessária para aumentar a fluidez e segurança veicular e de pedestres na via, eliminar conflitos e minimizar problemas de estacionamento dos veículos.

Novo itinerário do transporte coletivo:

A linha 3150, no sentido bairro/centro, cumprirá o seguinte itinerário: Rua Cel Antônio Ferreira do Prado, Rua Dr. Geraldo Starling Soares, Rua Judith de Moraes e Barros, Rua Ana de Freitas, Rua Hamilton de Barros e Rua Cel Durval de Barros.

E a linha S33, no sentido centro/bairro, vai passar pelas vias a seguir: Rua Miosótis, Rua Cel. Pereira de Matos, Rua Dr. Geraldo Starling Soares, Rua Judith de Moraes e Barros, Rua Hamilton de Barros e Av. Cel. Durval de Barros.

OUTRAS INTERVENÇÕES

– Obras Físicas:

- Alargamento da Av. Cel. Durval de Barros (trecho entre a Praça Zulmira Campos e a Rua Dona Judith de Moraes e Barros) para permitir o estacionamento e conseqüentemente a melhoria da fluidez;

- Alargamento da Av. Cel. Durval de Barros (trecho entre a Rua Dona Judith de Moraes e Barros e Rua Rafael Tobias) para permitir as melhorias da fluidez e da capacidade das intervenções;

- Cortes nas calçadas, em algumas interseções, para facilitar raios de giro veicular;

- Pavimentação e recapeamento de vias;

- Construção de sarjetas para drenagem.

– Sinalização Horizontal / Vertical:

Implantação de nova sinalização horizontal, vertical e indicativa: faixas divisórias, áreas de estacionamento, faixas de pedestres, pintura de canalização de tráfego.


Assessoria de Comunicação e Marketing da BHTRANS – 17/05/11
 
Fonte: http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico/Imprensa/altera_regina_durvalbarros 
 

terça-feira, 29 de março de 2011

História de luta e perseverança em Belo Horizonte

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História de luta e perseverança em Belo Horizonte

 PAUTA/NOTA para a Rede de Apoio das Comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy. E para Imprensa nacional e internacional:

Frei Gilvander Moreira

RISCO DE MASSACRE EM BELO HORIZONTE, MG. Massacre à vista? Na esquina?

Estamos na iminência de despejos das Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara, em Belo Horizonte, MG, Brasil. Trata-se de 1.200 famílias sem-teto, que há 3 anos lutam para que seja respeitado o sagrado e constitucional direito à moradia, à dignidade humana e que a função social da propriedade seja cobrada pelo poder judiciário.

1 - A Comunidade Camilo Torres nasceu em 2008. São 142 famílias, que já construíram na luta, em mutirão e/ou como autoconstrução todas suas 142 casas de alvenaria. Libertaram da cruz do aluguel e da humilhação. Para nossa tristeza e indignação, um mandado de despejo já está nas mãos da Polícia que está sendo pressionada para realizar o despejo com urgência. A Comunidade está organizada, sabe dos seus direitos, tem muito apoio na sociedade e está disposta a resistir, porque não aceitará voltar a sobreviver na miséria com estavam antes.
Alertamos! Se a polícia for fazer o despejo, as lideranças não conseguirão convencer o povo a aceitar o despejo. Este não será feito sem a realização de um massacre na capital mineira.

2 - A Comunidade Dandara nasceu em 2009. Trata-se de 887 famílias sem-teto, que ocuparam “um latifúndio urbano abandonado”, cerca de 315 mil metros quadrados, abandonado, ocioso e sem cumprir sua função social há décadas. A Construtora Modelo, que luta na justiça pela reintegração da posse, estava devendo milhões em IPTU ao município de Belo Horizonte. As famílias, em mutirão e/ou em autoconstrução já construíram cerca de 800 casas de alvenaria. Libertaram do cruz do aluguel. Estão organizadas, sabem dos seus direitos e não vão aceitar despejo. Lutam a quase dois anos reivindicando DIÁLOGO com o prefeito de Belo Horizonte, com o Governo de Minas. Já conquistaram junto ao Governo Federal a promessa, por escrito, de que há dinheiro na esfera federal para solucionar de forma justa o conflito social que se instaurou na capital mineira.

3 - A Comunidade Irmã Dorothy nasceu em fevereiro de 2010. Trata-se de 135 famílias sem-teto que ocuparam área abandonada, no Barreiro em Belo Horizonte, ao lado da Comunidade Camilo Torres. Já construíram grande parte de suas casas de alvenaria. Estão em cima de propriedade que não cumpria sua função social, que de forma ilegal e imoral, foram transferidos do público para a iniciativa privada. Até 1992, os terrenos onde estão as Comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy eram do Governo estadual de Minas Gerais. Logo, o Governo Estadual de Minas, o Sr. Antonio Anastasia, tem responsabilidade direta sobre as 227 famílias que ora estão na iminência de serem despejadas.

Esperamos...
Esperamos que a imprensa, pessoas de boa vontade, organizações populares e entidades da sociedade civil ajudem para que os direitos humanos dessas 1.200 famílias, cerca de 6 mil pessoas, sejam respeitados. Isso passa por exigir cumprimento da função social da propriedade, passa por investimentos maciços em política habitacional e por DIÁLOGO, o que inclui considerar a constitucionalidade e justeza da participação popular nos destinos da cidade e da sociedade.
As Brigadas Populares, A Rede de Apoio Externo e o Forum Permanente de Solidariedade às Ocupações Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy não têm medido esforços tentando abrir uma mesa de negociação com Prefeito de Belo Horizonte, Sr. Márcio Lacerda, com o Governo de Minas, Sr. Antonio Anastasia, com o Tribunal de Justiça de Minas, com Governo Federal, enfim, com todas as autoridades implicadas no conflito.
Alertamos! Despejar essas comunidades jamais será solução para o conflito social instaurado, mas será a inauguração de um problema muito mais grave. Clamamos por diálogo. Que as autoridades tenham a sensatez de se abrir para a constituição de uma mesa de negociação!
Acompanho pastoralmente essas três comunidades – Camilo Torres, Dandara e Irmã Dorothy – e dou testemunho da justeza das reivindicações dessas 1.200 famílias sem-teto. Rezo e luto para que não aconteça MASSACRES em Belo Horizonte. Rezo e luto para que o prefeito Márcio Lacerda e o governador Antonio Anastasia se abram para o diálogo, pois só com NEGOCIAÇÃO franca e sincera chegaremos a uma solução justa para esse grave conflito social, ora instaurado em Belo Horizonte. Jamais conflito social se resolverá com polícia, com repressão.
Um abraço terno, na luta. Frei Gilvander Luís Moreira, assessor da Comissão Pastoral da Terra, – CPT - http://www.gilvander.org.br/ – gilvander@igrejadocarmo.com.br
Segue, abaixo, SÍNTESE da situação jurídica, social e ética do conflito social que está instalado em Belo Horizonte, MG.
1- Comunidade Camilo Torres (142 famílias na Vila Santa Rita no Barreiro, em Belo Horizonte, MG, Brasil)Prof. Fábio Alves dos Santos[1]
Desde fevereiro de 2008, 142 famílias da Comunidade Camilo Torres estão ocupando um terreno que estava abandonado, que não cumpria sua função social. O imóvel objeto da contenda pertencia ao Estado de Minas Gerais, através da Companhia de Distritos Industriais, atual CODEMIG. Em 1992, a CDI transfere para a Borvutex Comércio e Indústria Ltda, terreno localizado na Avenida Perimetral, nº 347, Bairro Vila Santa Rita, nesta Capital, com suposta área de 12230m². Cerca de 9450 m² de área privada e, aproximadamente, 2770 m² de área pertencente ao Município de Belo Horizonte.
Borvultex assumiu o encargo de ali se construir um empreendimento industrial no prazo de 24 meses. A área restou em completo abandono.
Em 2004, sem contar com a anuência da Codemig, a Borvultex promete vender à Victor Pneus o referido imóvel. Por força do contrato, a posse do imóvel seria repassada para a Victor Pneus. De se ressaltar que o valor desta transação foi de apenas R$ 15 mil reais, quando somente o IPTU da área indicava o valor venal de R$ 250 mil reais.
O terreno continuou no mais completo abandono, sem que a Codemig fizesse algo para reverter ao patrimônio público o imóvel, considerando o não cumprimento do encargo.
Neste contexto, famílias sem-casa foram ocupando a área. Em fevereiro de 2008, um contingente maior ocupou as áreas ainda remanescentes. O suficiente para a Victor Pneus ingressar em juízo com Ação de Reintegração de Posse.
O juiz da 10ª Vara Cível de Belo Horizonte não concedeu a liminar de reintegração de posse. Esta foi concedida em sede de Agravo de Instrumento, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. (Autos do Processo n.º 0024 08 969 846-8).
Na petição inicial da Vitor Pneus a referência à área é vaga. Não se atende aos requisitos legais de perfeita individualização da área a ser reintegrada na posse. Sequer croqui da área fora juntado com a inicial. Impossível, pois, o cumprimento do Mandado de Reintegração de Posse sem a presença deste requisito.
A área que fora repassada pela Borvutex para o Município de Belo Horizonte, também restou em completo abandono. Após sua ocupação por famílias pobres, o Município postulou a reintegração de posse na área, tendo conseguido liminar.
Atualmente, a comunidade Camilo Torres se encontra na iminência de desalojamento forçado, vez que Mandado de Reintegração de Posse já foi expedido em seu desfavor.
Uma moradora da comunidade Camilo Torres opôs Embargos de Terceiro perante o juiz da 10ª Vara Cível da Capital. Juntou farta documentação, dando conta da irregularidade presente na transferência do imóvel da Codemig para a Borvutex e, desta, para a Vitor Pneus. Requereu a intervenção do Ministério Público no feito.
O promotor Heleno Rosas, ao invés de se manifestar sobre a matéria, deu parecer favorável à reintegração de posse da Vitor Pneus, postulada em outro processo. Permaneceu silente (silencioso) sobre as irregularidades relativas ao patrimônio público. (Processo nº 0024.08.181.421-2).
Em meados de 2009, a Comunidade Camilo Torres representou junto à Promotoria do Patrimônio Público, denunciando os fatos acima descritos. Em fevereiro de 2011 aquela Promotoria ajuizou Ação Civil Pública em que reconhece a irregularidade denunciada. Falta de licitação, descumprimento do encargo e improbidade. Pede a reversão do imóvel para a Codemig (autos de nº 0445251-81.2011.8.13.0024,  que tramitam perante o d. Juízo da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Estadual).
O Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, tendo presente a iminência do cumprimento dos mandados de reintegração de posse, oficiou ao Comandante da Polícia Militar, responsável por dar cobertura ao Sr. Oficial de Justiça. Em referido ofício, requisita informações sobre as medidas tomadas pelo Poder Público para que, no caso de desalojamento forçado de comunidades, sejam respeitados os Direitos Humanos assegurados na Constituição da República e nos Tratados Internacionais firmados pelo Brasil
O governo do Estado de Minas Gerais (Sr. Antonio Anastasia), por inúmeras vias, foi procurado para buscar uma solução justa, não traumática para o problema. Quem deu causa a tal problema, fundamentalmente, foi o Estado de Minas Gerais, através da Codemig. Também pela ausência de uma política do Estado para a população de baixa renda que vive em Belo Horizonte. Nos últimos 20 anos nenhuma casa foi construída pelo Estado de Minas Gerais para os pobres que moram em Belo Horizonte.
Em reuniões promovidas pela Polícia Militar, visando o cumprimento da ordem judicial, a empresa Vítor Pneus e o Município de Belo Horizonte têm se mostrado intransigentes. Pleiteiam o desalojamento das famílias, sem que se ofereça uma solução digna para as famílias. Não oferecem nem abrigo para as crianças, idosos e enfermos ali vivendo. Asseguram, temporariamente, depósito para os bens móveis.

1.1 - Proposta da Comunidade Camilo Torres
1.Que o Estado de Minas Gerais, através do governador Antonio Anastasia, tome todas as medidas cabíveis e urgentes para reverter ao patrimônio público a referida área. E que se busque, junto ao Poder Judiciário a suspensão de toda e qualquer medida liminar de reintegração de posse, até que as medidas a serem tomadas pelo Estado cheguem a seu termo, inclusive com a participação do Ministério Público.
2.No caso de serem construídas unidades habitacionais no local, financiadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, que sejam as famílias da comunidade contempladas com referidas unidades habitacionais.
3.Que se constitua uma Comissão de Negociação, formada com representantes do Estado de Minas Gerais, da Prefeitura de Belo Horizonte, da Arquidiocese de Belo Horizonte, da Defensoria Pública, do Ministério das Cidades e da Comunidade Camilo Torres, com o fim de, pelo diálogo, se buscar uma solução viável para o problema.

Belo Horizonte, 21 de março de 2011
Prof. Fábio Alves dos Santos – fabiosantos@pucminas.br
Serviço de Assistência Judiciária da PUC Minas

 2 - Comunidade Irmã Dorothy (135 famílias na Vila Santa Rita no Barreiro, em Belo Horizonte, MG)
O imóvel objeto da contenda pertencia ao Estado de Minas Gerais, através da Companhia de Distritos Industriais, atual CODEMIG.

Em dezembro de 2001 a CDI-MG – Companhia de Distritos Industriais de Minas Gerais - celebrou contrato com a empresa PARR PARTICIPAÇÕES LTDA, com sede em São João Nepomuceno, pelo qual o imóvel constituído pelo lote 26 – vinte e seis – do quarteirão 155 – cento e cinqüenta e cinco – do Bairro Jatobá – Distrito Industrial seria transferido para referida empresa, SOB A CONDIÇÃO DE, NO PRAZO DE VINTE MESES, SER REALIZADO NO LOCAL UM empreendimento industrial, gerando empregos na região.
Exatos cinco meses após a celebração do referido contrato a empresa PARR Participações Ltda, contando com a anuência da CDI-MG, transfere o imóvel para o Banco Rural S/A, como dação em pagamento.
Da CDI (atual CODEMIG – Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais), dita empresa adquiriu o imóvel pelo valor de R$ 121.000,00 e o repassou para o Banco Rural, cinco meses depois, por R$ 600.000,00. Mais do que 500% acima do valor pelo qual o Estado, por meio da CDI, repassou o imóvel ao particular.
O encargo da implantação de um empreendimento industrial na área, outrora pública, foi remetido ao esquecimento. Assim, matreira e astutamente, um BEM PÚBLICO é transferido para o particular, sem que a sua destinação seja alcançada.
Transcorridos os vinte meses estabelecidos na cláusula nada foi feito no local, e os anos se passaram desde então sem que fosse dada nenhuma destinação ao imóvel. Seis anos depois, sem que o encargo tenha sido cumprido, a mencionada CODEMIG, sucessora da CDI, permaneceu inerte. Nada fez para reverter ao patrimônio público o imóvel em questão.
Pois bem, embora assentado em explícita ilegalidade, o Banco Rural S/A celebra, em 2007, Contrato Particular de Compra e Venda com a empresa TRAMMM LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS LTDA e outras pessoas físicas pelo valor de R$ 180.000,00. Três anos se passaram sem que sequer a Escritura de Compra e Venda tenha sido providenciada. O imóvel, por mais de dez anos, restou em completo abandono. O local servia unicamente para bota-fora de resíduos sólidos.
Fica o registro no fato do Banco Rural ter recebido o imóvel pelo valor de 600 mil reais e o ter prometido em venda por apenas 180 mil reais.
Em fevereiro de 2010, a empresa Tramm e outras pessoas físicas, sem que proprietários fossem do imóvel, celebram Contrato de Promessa de Compra e Venda com ASACORP  EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇOES S/A, pelo valor de R$ 580.000,00. Também esta nova empresa sequer uma estaca implanta no local. O terreno continua, em parte sendo depósito de entulhos. Em outra parte, passou a abrigar famílias que ali se foram se instalando como extensão da comunidade Camilo Torres. A esta extensão da comunidade se passou a chamar Comunidade Irmã Dorothy.
A ASACORP  EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇOES S/A ingressou, junto ao Município de belo Horizonte, com pedido de aprovação de projeto habitacional a ser financiado pela Caixa Econômica Federal.
Contudo, em ofício endereçado ao Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, a Caixa Econômica Federal comunica a retirada da ASA Corp do empreendimento e de qualquer negócio com Tramm e outros.
Por outro lado, de se sublinhar que o a região em que se encontra o imóvel é destinada a indústria e não a residência, conforme Plano Diretor do Município de Belo Horizonte.
Em julho de 2010, a Comunidade Ir Dorothy representou ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais, noticiando a irregularidade na transferência do bem público para particular. A Representação foi recebida pessoalmente pelo Sr. Procurador Geral de Justiça. Até a presente data, porém, não se tem informações sobre as medidas tomadas pelo Ministério Público relativas à matéria.
Ainda em julho de 2010, a Comunidade Irmã Dorothy representou ao Ministério Público Federal, noticiando as mesmas irregularidades. Foi instaurado um Inquérito Civil Público, a fim de apurar os fatos e, inclusive, a ocorrência do crime de lavagem de dinheiro.
A empresa Tramm e outros ingressaram com Ação de Reintegração de Posse em desfavor da Comunidade Irmã Dorothy. O juiz da 3ª Vara Cível do Fórum Regional do Barreiro concedeu a liminar de reintegração de posse. O mandado de reintegração de posse já foi expedido (Autos do Processo n.º 0056753-19.2010.8.13.0024).
O Ministério Publico Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, oficiou à Polícia Militar, requisitando informações sobre as medidas tomadas pelo Poder Público para o caso de desalojamento forçado de inteira comunidade. Visa, assim, que sejam preservados os Direitos Humanos assegurados na Constituição da república e nos Tratados Internacionais firmados pelo Brasil.

2.1 - Proposta da Comunidade Irmã Dorothy1.Que o Estado de Minas Gerais tome todas as medidas cabíveis e urgentes para reverter ao patrimônio público a referida área. E que se busque, junto ao Poder Judiciário a suspensão de toda e qualquer medida liminar de reintegração de posse, até que as medidas a serem tomadas pelo Estado cheguem a seu termo, inclusive com a participação do Ministério Público.
2.No caso de serem construídas unidades habitacionais no local, financiadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, que sejam as famílias da comunidade Irmã Dorothy contempladas com referidas unidades habitacionais.
3.Que se constitua uma Comissão de Negociação, formada com representantes do Estado de Minas Gerais, da Prefeitura de Belo Horizonte, da Arquidiocese de Belo Horizonte,do Ministério das Cidades, da Defensoria Pública e da Comunidade Irmã Dorothy, com o fim de, pelo diálogo, se buscar uma solução justa e viável para o problema.

Belo Horizonte, 21 de março de 2011 - Prof. Fábio Alves dos Santos – fabiosantos@pucminas.br
Serviço de Assistência Judiciária da PUC Minas.

3- Síntese histórica da Comunidade Dandara
A comunidade Dandara (Céu Azul/Nova Pampulha, em Belo Horizonte) é composta por 887 famílias. Desde abril de 2009 ocupam área de 400 mil metros quadrados de propriedade da Construtora Modelo. Referida área ficou ociosa por mais de 30 anos. Não cumpria a função social e sequer pagava os impostos.  Há registro de um débito de mais de 2 milhões de reais, somente em IPTU.
Embora o Estatuto das Cidades, no seu art. 5º, autorize o Município a intervir em área urbana que não esteja sendo utilizada, nenhuma providência foi tomada pela Prefeitura de Belo Horizonte, relativamente aquele latifúndio urbano. Somente depois de ocupada a área é que o Prefeito Márcio Lacerda passou a se interessar por ela. Desta vez para condenar e perseguir as 887 famílias sem teto que a ocuparam.
As famílias que ocupam a área são provenientes de favelas, do aluguel ou da moradia “de favor”. Estavam jogadas na exclusão. A política habitacional adotada pelo Município de Belo Horizonte jamais as alcançou. Igualmente se diga da política habitacional do Estado de Minas Gerais, que, nos últimos 20 anos, jamais construiu uma só casa para população de baixa renda em Belo Horizonte.
A liminar de reintegração de posse em favor da Construtora Modelo ainda não foi cumprida em decorrência de providências jurídicas tomadas pelo SAJ[2] PUC-Minas. A perspectiva, porém, é de que, mais cedo ou mais tarde, haja a expedição do mandado reintegratório de posse.
Mandado de Segurança interposto em favor das famílias está pendente de Recurso Ordinário.
Na última matéria publicada no Estado de Minas, um dos proprietários da Construtora Modelo, pela vez primeira, afirma que pretende implantar na área o Programa Minha Casa, Minha Vida. O jornal O Tempo, por sua vez, em matéria de duas páginas, criminalizou a comunidade e semeou uma opinião favorável ao seu desalojamento.
Em reunião com o Ministério Público – Promotoria de Habitação e urbanismo – os moradores da Dandara disseram aceitar a construção prédios nas bordas do assentamento onde estão as 887 famílias, através do Programa Minha Casa, Minha Vida. A comunidade aceita verticalização nas bordas da comunidade, ou seja, um certo percentual. Verticalizar toda Dandara não dá para aceitar, pois o Programa Vila Viva, que verticaliza favelas, está numa crise profunda. A Prefeitura de Belo Horizonte, porém, se recusa a emprestar qualquer apoio a uma saída negociada para Dandara, mesmo sabendo que disporia de recursos federais para este fim.
A Prefeitura de Belo Horizonte já procedeu ao cadastramento das famílias que se encontram na Dandara, quase todas em casas de alvenaria.

3.1 - Proposta da Comunidade Dandara
1.A criação de uma Comissão de Negociação, composta por representantes da Prefeitura de Belo Horizonte, da Arquidiocese de Belo Horizonte, da Construtora Modelo, do Ministério Público e da Comunidade Dandara, visando, pelo diálogo, encontrar uma solução viável para a Construtora Modelo e para as famílias da Dandara.
2.Que se busque implementar a proposta do Ministério Público, relativamente à implantação no local do Programa Minha Casa, Minha Vida, considerando a possibilidade de se contemplar as famílias da Dandara, já cadastradas pela Urbel e segundo o novo cadastramento que está sendo feito em Dandara, e outras famílias que se encontram nos cadastros da municipalidade.
3.Aprovar Projeto de Lei destinando o terreno de Dandara para fins de desapropriação para fins de política habitacional popular.

Belo Horizonte, 24 de março de 2011
Prof. Fábio Alves dos Santos – fabiosantos@pucminas.br
Prof. Cristiano de Melo Bastos – cristianodemelobastos@yahoo.com.br
SAJ PUC Minas
Contatos para mais informações:
Joviano Mayer, cel.: 031 8815 4120
Lacerda, cel.: 031 97084830
Prof. Fábio Alves, cel. 031 8765 1680
Frei Gilvander Moreira, cel. 031 9296 3040
Maria do Rosário, cel.: 031 9241 9092
CAMPANHA NACIONAL E INTERNACIONAL:
Quem puder, favor telefonar ou enviar e-mail e fax às seguintes autoridades:

1)      Governador do Estado de Minas Gerais, Sr. Antonio Anastasia
Tel.: 55 31 39159007 – ou 55 31 3915 9040
Fax.: 55 31 3915 9215
E-mail: governadorgab@governo.mg.gov.br

2)      Prefeito de Belo Horizonte, Sr. Márcio Lacerda
Tel.: 55 31 3277 4141 – ou 55 31 3273 4446
Fax.: 55 31 32243099
E-mail: gabpref@pbh.gov.br e gp@pbh.gov.br

3)      Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Sr. Cláudio Costa
Tel.: 55 31 3237 6594 – ou 55 31 3237 6594
E-mail: gapre@tjmg.jus.br

Obs.: envie cópia dos emails enviados às autoridades ao prof. Fábio Alves:
E-mail: fabiosantos@pucminas.br

Com o seguinte conteúdo ou com teor semelhante:

Caros senhores,
Prefeito de Belo Horizonte, Sr. Márcio Lacerda,
Governador do estado de Minas Gerais, Sr. Antonio Anastasia
Presidente do Tribunal de Justiça, Sr. Cláudio Costa,
Informados sobre a iminência de desalojamento forçado (despejo) de cerca de 1200 famílias sem teto das comunidades Dandara, Irmã Dorothy e Camilo Torres, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, venho, respeitosamente, à presença de V. Exa. Expressar a preocupação com tão grave situação. Preocupação minha e de muitos amigos em França, Portugal, Itália, Alemanha, Espanha e em muitos outros países que participam da Rede de Apoio Internacional a Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy.
Notícias que nos chegam dão conta de que há alternativas para que tamanha violência não se consuma, tendo o processo judicial não transitado em julgado. Noticia-se, inclusive, a existência de recursos financeiros do Governo Federal que poderão contribuir para uma solução justa para o caso.
V. Exa. bem poderá contribuir para evitar um confronto de imprevisível conseqüência. E poderá, ainda, oferecer uma saída que contemple a justiça e a paz na cidade de Belo Horizonte.
Estou certo de contar com o empenho pessoal de V. Exa. na busca da melhor solução.
Tendo em vista o direito básico de todo homem que é o direito à moradia, garantido  em nossa Constituição e marca de campanha eleitoral dos candidatos aos governos e parlamentos, envio esta mensagem de apelo em favor das comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy. Diante da especulação imobiliária praticada no município de Belo Horizonte e do imenso abismo social existente no Brasil, essas famílias estão cumprindo o seu direito de lutar e, principalmente, sonhar com um lar onde possam criar suas crianças e jovens e cuidar dos seus velhos. Trata-se de obrigação do Estado garantir este sonho para essas famílias. Sejamos razoáveis, vivemos uma época de degradação social próxima da barbárie, conseqüência da aplicação de políticas cada vez mais favoráveis aos grandes empresários e banqueiros. Vejam o que as mineradoras estão fazendo aos nossos municípios. Nossa juventude está morrendo, pois está abandonada e aquele que a recolhe é o crack. O senhor Marcio Lacerda e o senhor Antonio Anastasia têm suas parcelas de responsabilidade com relação a barbárie por nós vivenciada. Permitir que essas 1.200 famílias das Comunidades Dandara, Camilo Torres se mantenham em seus lares pode ser um primeiro passo para vivermos numa cidade minimamente digna. Assim, quem sabe não podemos cantar de verdade "...pois não há lugar melhor que BH". Hoje um verso que sai doído de nossa garganta.
Exigimos abertura ao diálogo e que se evite a tragédia de um Massacre anunciado de sem teto em Belo Horizonte.
Assinatura,.............................................................
Número de documento ..........................................
Cidade e país de residência: ...................................
Data.......................................................................
[1] Serviço de Assistência Judiciária da PUC Minas; e-mail: fabiosantos@pucminas.br
[2] Serviço de Assistência Jurídica.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Nenhuma pessoa de bom senso coloca na rua 1.200 famílias

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Nenhuma pessoa de bom sendo coloca na rua 1.200 famílias


Governador Anastasia recebeu Comissão para tratar das Ocupações Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy.


NOTA à Imprensa e à Sociedade.


Belo Horizonte, 28/03/20011, às 23:35h.


Hoje, dia 28/03/2011, às 16:30h, por 1,10 hora, na Cidade Administrativa, no Gabinete do Governador, o Sr. Antonio Anastasia, Governador de Minas, recebeu uma Comissão de Alto Nível para conversar sobre  o conflito social que envolve 1.200 famílias sem teto (cerca de 6 mil pessoas): as Comunidades Camilo Torres, Dandara e Irmã Dorothy, que estão ameaçadas de despejo por reintegração de posse expedida pela Tribunal de Justiça de Minas. As 3 comunidades já construíram cerca de 1.100 casas de alvenaria, são famílias necessitadas, sabem dos seus direitos e não vão aceitar voltar a sobreviver na humilhação da exclusão.


Ao lado do Governador estavam Maria Coeli, secretária de relações institucionais; Manoel Costa, secretário de regularização fundiária urbana e rural; Wander Borges, da SEDESE. Pela Comissão de Alto Nível participaram da reunião com o Governador: o bispo dom Joaquim Mol, o dep. Durval Ângelo, o Luís Cláudio (pres. Da OAB/MG), Rodrigo Filgueira (p/ Procurador Geral de Justiça, Alceu Torres) e o vereador Adriano Ventura (representando a Câmara de BH).


O Governador Anastasia disse que a Presidenta Dilma o comunicou que tinha se reunido com dom J. Mol e com frei Gilvander e que tinha se comprometido a financiar pelo Governo Federal a melhoria das moradias já construídas pelas 1.200 familias e a construir o que precisa ser ainda construído, mas que a desapropriação dos terrenos precisa ser feita pelo prefeito ou pelo governo do estado.


Anastasia disse que nenhuma pessoa de bom  senso coloca na rua 1.200 famílias, o que gera um conflito muito maior. Comprometeu-se também a falar com o prefeito Márcio Lacerda para receber a Comissão de Alto Nível e abrir para dialogar com as 3 comunidades. Disse que é preciso negociar e que é necessária a participação da prefeitura.


Sobre as comunidades do Barreiro – Camilo Torres e Irmã Dorothy -, 277 famílias “sem teto”, o Anastasia disse que é preciso esperar a decisão judicial sobre a Ação Civil Pública impetrada no poder judiciário pelo Ministério Público. Importante recordar que os terrenos das Comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy pertenciam ao Governo estadual, mas na década de 90 do século XX foram repassados de forma irregular
para iniciativa privada: sem licitação, sem respeitar o valor real do imóvel e com improbidade administrativa. Mais: há uma cláusula no contrato que obrigava as empresas que compraram a construir dentro de 24 meses um empreendimento industrial que gerasse emprego na região. Passaram-se 16 anos e aquelas propriedades continuaram abandonadas, ociosas, sem cumprir sua função social. Ficaram na especulação imobiliária. Logo, o Governo estadual tem responsabilidade direta sobre o conflito que está instaurado nas Comunidades
Camilo Torres e Irmã Dorothy. O justo e legal é declarar a nulidade dos contratos e os terrenos voltarem ao domínio público.

O território da Comunidade Dandara pode juridicamente e deve politicamente ser desapropriado para fins de habitação popular. A desapropriação pode ser feita pelo prefeito de Belo Horizonte ou pelo Governador de Minas, porque Dandara é região limítrofe de três municípios: Belo Horizonte, Ribeirão das Neves e Contagem.


Após a reunião com o Governador houve Assembléia Geral no Acampamento que estava na porta da Prefeitura de BH, na Av. Afonso Pena. O povo, após refletir e discutir os caminhos que a luta deve seguir, considerando um pedido da Comissão de Alto Nível, resolveu suspender o Acampamento por um breve tempo, alguns dias, dando um voto de confiança ao Governador e na esperança de que a reunião com o prefeito seja marcada e realizada em curto espaço de tempo. E que seja com a participação também de representantes das 3 comunidades. Caso isso não ocorra as 3 Comunidades voltarão com mais força para a luta. Parar de luta, nunca!


O povo não descansará enquanto não conquistar seus direitos. Ninguém vai arredar o pé da luta.


O povo das Comunidades Camilo Torres, Dandara e Irmã Dorothy voltaram para as comunidades cientes de quem conquistaram passos importantes no dia de hoje:
a)      Reunião com a Presidenta Dilma e o compromisso dela em ajudar politicamente e economicamente na solução do problema;
b)      Reunião com o Governador Anastasia e o compromisso dele de apertar o prefeito Márcio Lacerda para que se abra com seriedade ao diálogo.
c)      Realização de mais uma Audiência Pública na ALMG, na Comissão de Direitos Humanos;
d)      Resistência diante da PBH, na Av. Afonso Pena.


Enfim, o povo espera que as promessas verbais da Presidenta Dilma e do Governador Anastasia sejam seguidas de ações práticas coerentes com o que nos foi dito. Se não, a luta só vai crescer até a vitória!
Negociação, sim!
Despejo, não!


Abraço terno.
Gilvander Moreira, frei carmelita.


Contatos para mais informações:
Joviano Mayer, cel.: 031 8815 4120
Lacerda, cel.: 031 97084830
Prof. Fábio Alves, cel. 031 8765 1680
Frei Gilvander Luís Moreira, cel. 031 9296 3040
Maria do Rosário C. de Oliveira, cel.: 031 9241 9092


Um abraço afetuoso. Gilvander Moreira, frei Carmelita.
e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br
www.gilvander.org.br
www.twitter.com/gilvanderluis
skype: gilvander.moreira

FIQUE ATENTO

AGENDE-SE:
A reunião Ordinária da CRTT é na Terceira Segunda Feira de cada mês.
A reunião Ordinária do CONSELHO DISTRITAL DE SAÚDE é na Primeira Segunda Feira de cada mês.


Sugerimos aos Companheiros que leiam atentamente as Atas da CRTT, nelas constam solicitações e andamento de obras de cada Sub-região.


Foram inaugurados no dia 18 de junho de 2008 o CEM (Centro de Especialidades Médicas) Barreiro, além dos Centros de Saúde do Vale do Jatobá e Independência.